AUMENTA O NÚMERO DE TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS EM TODO O PAÍS
17/03/11
O Distrito Federal ocupa, proporcionalmente, a terceira posição no ranking, ficando atrás apenas de São Paulo e Santa Catarina. Apesar do resultado o sistema ainda precisa de ajustes.
Um recorde em todo o país, o número de doadores de órgãos efetivos cresceu 14% no ano passado. Foram registrados 1.896 doadores. Assim, o Brasil atingiu a marca histórica de quase 10 doadores por milhão de pessoas.
O número de transplantes de órgãos sólidos, como coração e rins, cresceu: chegou aos 7%. O total de transplantes, que inclui também doações de córneas e medulas, subiu quase 4%. No caso dos transplantes de medula óssea, houve um aumento de 10,7% e um novo recorde: atualmente, o país tem dois milhões de doadores cadastrados.
O Ministério da Saúde atribui o crescimento as campanhas de conscientização e ao investimento de quase R$ 1,2 bilhão no setor, e aponta para uma meta: dobrar o índice e chegar a 20 doadores por milhão de pessoas, como ocorre no Canadá. “O desafio é investir mais, organizar melhor o serviço. E a população participado cada vez mais e se solidarizando na doação dos órgãos”, explica Alzira de Oliveira, do Ministério da Saúde.
Proporcionalmente, o DF aparece em terceiro lugar do país em número de doações. Foram 16,4 doadores por milhão de pessoa, só no ano passado ficou atrás apenas de São Paulo e de Santa Catarina.
A coordenadora do banco de olhos no Distrito Federal, Célia Kioko, revela que o serviço de transplante foi reestruturado e o DF ganhou em 2010 uma equipe que faz a coleta dos órgãos em 24 horas. Mas apesar do bom resultado, o sistema ainda precisa de ajustes. “Mais hospitais fazendo transplante, de mais doadores. Se a gente não tiver todo esse programa andando juntos não tem transplante”, fala.
ESTE VÍDEO FOI UM TRABALHO ESCOLAR APRESENTADO EM 2008, POR INCRIVEL QUE PAREÇA MINHA AMIGA MARIA AUGUSTA APARECE NELE. SIMPLESMENTE EMOCIONANTE E INTERESSANTE. VALE A PENA ASSISTIR. PARA QUEM JÁ É DOADOR, PARABÉNS. NOS AJUDEA DIVULGAR ESSA CAMPANHA PARA PARENTES,AMIGOS,COLEGAS...O MÁXIMO DE PESSOAS QUE PUDER. PARA VOCÊ QUE AINDA NÃO É DOADOR, PRESTE ATENÇÃO NESTE VÍDEO. TENHO CERTEZA QUE VOCE IRA SE SENSIBILIZAR.... CONTAMOS COM VOCE! " Nenhum de nós pode considerar-se livre da possibilidade de precisar de um órgão transplantado, o destino aponta para qualquer um. " João Ubaldo. ABRA O CORAÇÃO. SALVE VIDAS! VOCE DEIXARÁ MAIS QUE SAUDADES!!!! Alexsandra- Tx cardíaca
SANTA CASA FAZ PRIMEIRO TRANSPLANTE DE FIGADO NO INTERIOR DE MINAS GERAIS
A Santa Casa de Montes Claros comemora a realização do primeiro transplante de fígado do interior de Minas Gerais. O procedimento, inédito na região, foi feito, com sucesso, no dia 22 de fevereiro, totalmente pelo SUS. O fígado transplantado foi captado em Belo Horizonte e beneficiou o pedreiro José Carlos dos Santos Costa, de 35 anos, de Montes Claros. O paciente era portador de uma doença hepática grave, que apresentava risco de morte de 30% ao ano. José Carlos se recupera no CTI da Santa Casa e já apresenta sinais de bom funcionamento do fígado transplantado e das demais estruturas vitais que se encontravam alteradas em decorrência da doença.
Recentemente, a instituição concluiu o processo de credenciamento para realização de transplantes de fígado e disponibiliza estrutura adequada para a realização das cirurgias. Os responsáveis pelos procedimentos já realizam o atendimento dos pacientes portadores de doenças crônicas de fígado, tais como cirrose decorrente da infecção pelo vírus da hepatite C, cirrose hepática causada pelo álcool e carcinoma hepatocelular, que causam alterações no funcionamento do órgão e que são responsáveis pela metade dos casos de transplante de fígado no Brasil. A equipe formada pelo hospital é composta por dois cirurgiões transplantadores, dois hepatologistas, dois anestesistas e uma enfermeira - todos eles dotados de formação específica em transplante de fígado.O atendimento é feito pelo SUS.
Para o coordenador do serviço de transplante de fígado, Luiz Fernando Veloso, a iniciativa é motivo de alegria por parte de toda a equipe e de todo o hospital, visto que a Santa Casa é o primeiro hospital do interior de Minas Gerais a realizar o procedimento que, atualmente, só é feito em Belo Horizonte. “Conhecemos o potencial regional e o desenvolvimento da Santa Casa para a concretização desse atendimento e estamos trabalhando para mudar a qualidade da vida e as chances de sobrevivência dos pacientes que necessitam desse benefício”, afirma.
O médico ressalta que, atualmente, 15 pacientes estão na lista de espera e encontram-se em preparação para o transplante. Segundo ele, esse número representa somente uma pequena parcela da real necessidade da população regional, que apresenta a cada ano, cerca de 90 novos pacientes. Isso representa trazer uma ferramenta terapêutica de alta complexidade para a região, consolidando-se como uma alternativa essencial e única para as doenças graves do fígado. “Viabilizar o acesso desse serviço à população representa a ampliação da capacidade técnico-estrutural do Hospital, resultando na melhoria da qualidade da assistência prestada aos pacientes que se beneficiam dos nossos atendimentos.
O paciente transplantado se sente feliz e renovado por receber o órgão, após quatro anos de tratamento, além de estar livre das restrições que a doença estabelecia.”Agora, me sinto bem melhor, pois recebi um novo fígado e estou renovado. Quero voltar a levar uma vida normal, retomar as minhas atividades e ser muito feliz”, afirma, emocionado.
É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos hemocentros nos estados. No Rio de Janeiro, além do Hemorio, o INCA também faz a coleta de sangue e o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 14h30, e aos sábados, de 8h às 12h. Não é necessário agendamento. Para mais informações, ligue para (21) 2506-6064.
Os dados cadastrais do doador devem sempre estar atualizados, para facilitar e agilizar sua chamada no momento exato. Para atualizar o cadastro, basta que o doador ligue para (21) 3207-5238 ou envie um e-mail para redome@inca.gov.br.
Brasil reduz tempo de espera para transplante de medula óssea
O país é agora o terceiro em número de doadores. Isso graças a quase dois milhões de pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores. O tempo de espera é hoje de seis meses.
O Jornal Nacional desta sexta-feira (28) termina com uma ótima notícia. O Brasil já é o terceiro país em doadores de medula óssea. E essa posição foi conquistada graças à solidariedade, como mostra o repórter Alan Severiano.
Já são mais de 15 anos doando sangue. Hoje, Fábio Casado resolveu virar também um doador de medula óssea e levou a namorada.
“Só depois que a gente que precisa, a gente vê a necessidade de ter mais pessoas no banco de sangue e no banco de medula”, afirma o funcionário público Fábio Casado.
De 2000 para cá, o número de pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea passou de 12 mil para quase dois milhões.
O Brasil já é o terceiro país com mais doadores, atrás de Alemanha e Estados Unidos. O transplante de medula é uma esperança para quem sofre de doenças como leucemia, câncer do sistema linfático e tipos graves de anemia.
Hoje, 1,073 mil brasileiros aguardam por um doador. Segundo o Ministério da Saúde, o tempo na fila caiu de um ano, em 2004, para seis meses, atualmente.
O drama da espera já foi tema de novelas, como “Laços de Família” e “Sete Pecados”. Na vida real, a atriz Drica Moraes, que sofria de leucemia, se recupera bem depois do transplante.
Quem precisa de transplante de medula tem três opções, dependendo da doença: coletar no próprio corpo as células-tronco que vão regenerar a medula; receber de parentes ou de desconhecidos. Entre irmãos, a chance de compatibilidade é de apenas 25%. Daí a importância de aumentar o número de doadores.
No Hemocentro, o voluntário preenche uma ficha. Depois, é coletada uma amostra de sangue. Os genes são mapeados. As informações vão para o Registro Nacional de Doadores. Quando surge um paciente compatível, o doador é chamado para novos exames.
As células-tronco da medula, um tecido que fica dentro do osso, podem ser coletadas de duas formas: por meio de punções, furinhos no osso da bacia ou pela veia.
A medula óssea do doador se recompõe em menos de um mês. O repórter Alan Severiano pergunta: “Em quanto tempo o doador retoma a vida normalmente?”.
“De 24 a 48 horas ele está apto às suas funções habituais”, informa José Carlos Barros, da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula.
Mirna, que sofria de leucemia, hoje leva uma vida normal depois de receber a medula de um doador. “Eu só tenho que agradecer a ele por esse ato de doar. Doou sem motivos, mas acabou salvando a minha vida”, declara a estudante Mirna Kajiyana.
AMERICANA TRANSPLANTADA FAZ ALPINISMO PELA DOAÇÃO DE ÓRGÃOSDE
RIO - Quando venceu pela segunda vez os 4.421 metros do Monte Whitney, a mais alta da porção ocidental dos EUA, a analista de crédito Kelly Perkins entrou na História. Centenas de pessoas já chegaram ao pico daquela montanha, mas Kelly foi a única a cumprir o feito com dois corações.
Conhecer os cumes do mundo era um sonho da americana, um hobby praticado ainda timidamente. De uns anos para cá, tornou-se uma missão. A ponto de Kelly e seu marido, Craig, terem criado a Fundação Moving Hearts (em uma tradução livre, "Movendo corações"), que se dedica a incentivar doações de sangue e órgãos.
A transformação do alpinismo em militância começou 18 anos atrás, quando Kelly descobriu ter cardiomiopatia idiopática - uma doença de origem desconhecida que enfraquece o músculo cardíaco, impedindo-o de bombear normalmente o sangue. O coração da analista ainda resistiu três anos antes de finalmente ceder. Kelly estava condenada à morte. Só não cumpriu este destino porque recebeu um transplante.
Não é uma troca simples. Kelly teve dificuldade para se readaptar ao trabalho. Qualquer atividade tirava seu fôlego. Com a cirurgia, o coração fica denervado (não é mais estimulado por nervos). As respostas ao esforço são mais lentas, e ela parece fora de forma, mesmo diante de tarefas que cumpriria com facilidade.
- Meu coração é como um motor de carro sem arranque - compara. - O corpo corre atrás de uma resposta e libera adrenalina. Assim, os batimentos cardíacos aumentam e conseguem se acomodar ao meu esforço. É eficiente, mas nada rápido.
E o que faz uma pessoa com esta limitação escalar montanhas? A própria Kelly responde: justamente a vontade de sentir-se como antes.
- A adversidade foi o catalisador - admite. - A experiência de ter um novo coração arrancou qualquer reserva que eu tinha de procurar por estes desafios. Não me permito desculpas. Tenho que aproveitar a saúde e o tempo disponíveis. Escalar me distancia da minha fragilidade. Parece que estou fora de mim, vivendo o que eu gostaria de ser.
A alpinista, é claro, não se envolve em missões suicidas. Estuda cada montanha, e sobe-as apenas se acompanhada por profissionais. Ainda assim, não é um peso para a equipe: tem responsabilidades semelhantes a todo o grupo durante a escalada.
Kelly não se preocupa apenas com os maiores picos; mais importante do que a altura é o que simbolizam. Quem pauta os próximos desafios, portanto, são as circunstâncias.
- As escaladas são plataformas para a doação de órgãos - explica. - Em 1998 escalamos o Monte Fuji, o mais sagrado do Japão, para comemorar a legalização do transplante de coração. Antes disso, a morte cerebral sequer era reconhecida.
Três anos depois, foi a vez de encostar no teto da África. Kelly subiu os 5.895 metros do Monte Kilimanjaro, o mais alto daquele continente, para lembrar os progressos médicos obtidos desde o primeiro transplante de coração, realizado em 1967.
- O receptor viveu só 18 dias, e passou todo o tempo em uma cama de hospital. Eu tinha feito meu transplante há seis anos (quando subiu o Kilimanjaro) e já escalava montanhas por aí - compara. - É um avanço impressionante e que precisa ser destacado.
São, em média, dois grandes desafios por ano - o suficiente para Kelly ter convicção de que, hoje, é mais forte do que antes do transplante. Nem sempre, no entanto, as investidas terminam como o previsto. Dois meses atrás, sua equipe foi forçada a desistir da escalada ao Monte Quênia, na África, quando estava a apenas 322 metros do topo.
- Havíamos planejado gastar mais um dia na escalada ao cume, mas o clima deixou a rota muito instável e cheia de pedras soltas. Precisaríamos de um prazo maior - conta. - O momento em que tomamos a decisão de desistir foi uma combinação de alívio, pois estávamos congelados e exaustos, com uma boa dose de decepção.
Embora admita o desapontamento, Kelly garante não ficar abatida. Segundo a alpinista, chegar ao cume não é o único propósito. O desafio de enfrentar viagens como estas começa ainda longe das montanhas. E ela mantém os curiosos informados sobre todas as etapas em seu site e nas redes sociais. A legião de amigos no Facebook inclui até a filha da mulher que lhe deu o novo coração.
- Doação de órgãos em 2010 é assim - brinca Kelly. - Minha doadora era mais velha que eu e tinha exatamente meu peso e altura. Sinto que tenho um compromisso com ela. Este coração poderia ter ido para qualquer um, então quero fazer que tenha valido a pena ele vir para mim. Tento honrar ao máximo esta doação vivendo sem estresse, com saúde, sendo positiva.
A determinação da americana surpreende Lígia Schtruk, imunologista do Serviço de Transplante do Instituto Nacional de Cardiologia, no Rio.
- Não existem limitações de exercícios físicos para uma pessoa que recebeu um transplante de coração. Mas, se este receptor sofrer um arranhão ou um corte, ele está sujeito a uma infecção grave - alerta. - A Kelly se arrisca muito, é um caso impressionante. Ela também precisa tomar cuidado com sua exposição a alimentos ou água contaminada em lugares remotos.
Kelly, hoje com 48 anos, está disposta a continuar rompendo seus limites. Contou parte de suas aventuras na autobiografia "The climb of my life - Scaling mountains with a borrowed heart" (em tradução livre, "A escalada da minha vida - Subindo montanhas com um coração emprestado", ainda não lançado no Brasil). Tudo indica que o livro, lançado em 2007, terá de ser atualizado. Afinal, a autora se recusa a prever quando vai pendurar as botas de alpinista. Promete subir montanhas "até quando o corpo permitir" - e, garante, ainda pode render muito.
Nos próximos anos, Kelly quer dedicar-se à sua fundação em tempo integral (o que ainda não é possível, dada a lenta recuperação americana à crise econômica). A vida dela também será narrada no documentário "One person, two hearts, three perspectives" ("Uma pessoa, dois corações, três perspectivas"), ainda em produção. Com a divulgação de suas ações, inclusive na telona, a americana pretende facilitar a vida dos mais de 105 mil compatriotas que aguardam por um transplante. E que venha a próxima montanha.
O Ministério da Saúde assinou nesta segunda-feira (27), Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, portarias que preveem investimentos de R$ 76 milhões no setor de transplante de órgãos no Brasil.
Entre as medidas anunciadas, o governo pretende criar 80 novos leitos para transplante de medula óssea, implementar centros para transplante de córnea, ossos e pele, além de direcionar investimentos na capacitação de profissionais do setor.
Também foi lançada uma campanha para estimular a sociedade a discutir a importância da doação de órgãos e para que as pessoas informem às suas famílias seu desejo de doar órgãos.
Com isso, o ministério espera um aumento de 20% na quantidade de transplantes realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O SUS atende aproximadamente 95% dessas cirurgias no país. “O sistema não financia apenas o ato do transplante em si, vai desde o exame até o atendimento após a operação”, afirmou Marcia Bassit, ministra interina da Saúde.
Ela avaliou que há ainda alguns desafios a superar: “Por exemplo, garantir a igualdade no acesso aos transplantes e a redução na fila de espera e melhorar a qualidade dos atendimentos.” A ministra lembrou que aproximadamente 60 mil brasileiros aguardam na fila por transplantes.
O secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, alertou para dois outros problemas: uma em cada 4 famílias não autorizam a doação de órgãos e metade dos óbitos causados por morte cerebral não são comunicados pelos médicos para que se possa providenciar a doação dos órgãos. Segundo o ministério, o investimento na capacitação de profissionais do setor resultará na melhora desses dados.
Beltrame também explicou que a fila de espera tende a diminuir no próximos anos. “Isso é em todo o mundo. A tendência é o número de transplantes crescer mais que as filas”, afirmou. A explicação é a maior expectativa de vida, o diagnóstico mais rápido e os investimentos na área.
Questionado sobre o tempo médio de espera por um órgão no Brasil, o secretário disse que o tempo depende principalmente de dois fatores: a região do país e o órgão necessitado. “Por exemplo, em São Paulo, a espera por córneas é praticamente zero."
Brasil tem 3º maior banco de medula do mundo, mas precisa de doadores
O Brasil tem um dos maiores bancos de doadores de medula óssea do mundo. Só perde para Estados Unidos e Alemanha. Mesmo assim, precisa de muito mais gente disposta a fazer doações.
O publicitário Gabriel Gonçalves doa sangue há muito tempo. Mas o que ele está fazendo hoje é diferente. Uma pequena quantidade do sangue será analisada, arquivada e quando houver necessidade vai mostrar que ele é a pessoa certa para doar medula óssea para alguém compatível.
"Quero ajudar o próximo. Já sou doador de sangue. Vou fazer o cadastro agora e ver se posso ajudar ainda mais", diz o publicitário.
Foi o que aconteceu com Mirna Ayumi, que sofria de leucemia. "Eu estava bem fraca. Não podia ir na escola, nem sair, porque a imunidade é baixa.Era bem difícil", conta Mirna.
Há quatro anos ela fez um transplante de medula óssea e está curada. A medula fica dentro dos ossos. É como uma fábrica de células que vão formar o sangue. A retirada pode ser feita de duas maneiras. A primeira é usar uma agulha e seringa, fazendo punções na região da bacia.
"É um procedimento rápido. A pessoa doa medula e depois de 24 horas tem alta", diz Carmem Vergueiro, da Associação de Medula Óssea de São Paulo.
Outra forma de fazer a doação é o doador tomar medicamentos por cinco dias para separar as células específicas que vão cair na corrente sanguinea. O doador vai para uma máquina por cerca de 4 horas. O sangue é retirado e filtrado, num processo semelhante à hemodiálise.
Em apenas 5 anos o Brasil se tornou o terceiro país com maior número de doadores de medula óssea, abaixo somente dos Estados Unidos e da Alemanha. Hoje o cadastro de doadores soma 1,750 milhão de pessoas.
O crescimento do número de doadores tem ajudado a salvar a vida de muitos brasileiros. Mas uma das características do nosso povo faz com que a necessidade de doadores seja ainda maior. É a nossa mistura de etnias.
"Nós temos uma composição étnica muito grande. Isso significa que a nossa capacidade de encontrar doador nos sistemas internacionais é menor. Precisamos de um banco nosso para facilitar o acesso de nossos pacientes", diz Luiz Antônio Santini, diretor-geral do Inca.
Pacientes prontos para serem operados estão hoje na fila de espera por um doador compatível. Em alguns estados, pelas características étnicas raras da população, a dificuldade de encontrar doadores é maior. A média brasileira é de um caso de compatibilidade para cada 100 mil doadores. Quando um doador não é encontrado no Brasil a busca vai para o exterior e a compatibilidade cai muito: um caso para cada um milhão de doadores.
"Aquele paciente vai depender da sua doação. É a chance de cura dele. É muito importante que o doador compreenda que isso não pode ser passado para outro. Só ele pode ajudar", explica o advogado Fabiano Nakamoto.
Fabiano fez isso com Mirna e fala sobre a emoção que sentiu:
"Fico muito contente em saber que ela está viva e tem a vida inteira pela frente", diz Fabiano.
Mirna também se emociona: "Conhecer a pessoa que doou a medula para mim, que salvou minha vida. Considero ele como um irmão. Não sei nem o que falar. Só agradecer.